Informações estão no Anuário Brasileiro das Agências de Comunicação, lançado na noite desta 3ª.feira (1º/12), no encontro de final de ano da Abracom
Após um final de 2008 e início de 2009 repletos de incerteza, fruto da crise econômico-financeira mundial que também avançou, ainda que de forma menos violenta, sobre o Brasil, as agências de comunicação vão fechar o ano celebrando um surpreendente crescimento de 19,5%, o que se deve sobretudo ao excepcional segundo semestre. Esse índice mantém a curva histórica de crescimento do setor, que tem sido de 20% ao ano, na média. Ele quase iguala 2008, que foi de estimados 21%.
Considerando que naquele ano o faturamento do setor, segundo apurou o Especial Agências 2008 (produzido por este J&Cia, em parceria com o Jornal da Comunicação Corporativa), foi da ordem de R$ 1,028 bilhão, com os 19,5% registrados em 2009 esse montante chega a estimados R$ 1,228 bilhão. Os números estão no Anuário Brasileiro das Agências de Comunicação – 2009-2010, lançado na noite desta 3ª.feira 1º/12), no encontro de final de ano da Abracom, realizado, com a presença de 300 convidados, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo.
As quatro maiores agências de comunicação do País continuam sendo CDN (faturamento de R$ 57,5 milhões em 2008 e 300 colaboradores no final de 2009), FSB (R$ 54,3 milhões e 340 colaboradores), In Press Porter Novelli (R$ 34 milhões e 285 colaboradores) e Máquina da Notícia (R$ 28,2 milhões e 200 colaboradores). Há entre elas a MZ Consult, com faturamento de R$ 31 milhões e 288 colaboradores, mas esta é uma empresa que, embora também atue parcialmente com comunicação corporativa, tem seu foco no mercado de relações com investidores.
Há outras empresas em situação idêntica, incluídas no Anuário por se dedicarem parcialmente ao setor, mas que também tem foco em outras atividades, casos de TV1, Ogilvy, Grupo Rai, E21, AM4, entre outras. Das 373 empresas participantes do Anuário, 165 abriram o seu faturamento, número excepcionalmente maior do que as 52 que revelaram essa informação em 2008. Em termos geográficos, pouco mais de 78% das 373 agências estão no Sudeste, sobretudo no Estado de São Paulo, que abriga cerca de 66% do total de agências do País. Vêm a seguir Nordeste (quase 9%), Sul (pouco mais de 7,5%), Centro-Oeste (4%) e Norte (menos de 1,5%). Mais de 53,5% das agências têm até dez colaboradores e apenas 2,2%, mais de cem, sendo que 25,8% têm entre 11 e 20 colaboradores e 18,1%, entre 21 e 100.
Com a participação dessas 373 agências de todo o País (mais do que o triplo das 110 que estiveram presentes no Especial Agências 2008), o Anuário chega ao mercado com 256 páginas e 3.500 exemplares, subdividido em cinco cadernos: Perfil, reunindo informações de 30 das mais importantes agências do País; Editorial, com um detalhado retrato do setor; Quadro de Desempenho, revelando alguns dos principais indicadores econômicos e profissionais do conjunto dessas empresas; Guia das Agências, com uma relação de perto de 400 agências de todo o Brasil, com endereço, telefone e outras informações úteis; e o Índice Onomástico, detalhando a presença, nas páginas do Anuário, de quem foi fonte e matéria-prima para a sua produção.
O trabalho tem direção e coordenação editorial de Lena Miessva, direção de Arte de Armen Loussinian e o editor executivo é Wilson Baroncelli, deste J&Cia. A publicação está a venda a partir desta 4ª.feira (2/12) na sede da Mega Brasil (11-5576-5600 ou contato) por R$ 100.
Fonte: Boletim Jornalistas&Cia., edição 721.